O cinzento não é apenas falta de cor,
é a mistura de chumbo e roxo,
pesando como o dia depois de uma grande batalha.
O ar tem cheiro de coisa queimada,
vestígio de uma guerra que talvez tenha acontecido apenas dentro de mim.
A luz entra fraca, como em um dia nublado,
trazendo uma temperatura neutra e entorpecente.
É neste cenário de destruição aparentemente calma que reside o meu poço, talvez o meu corpo.
Um poço fundo, mas onde o que habita não tem peso:
é a leveza da fumaça prata que se espalha,
alcançando todos os cantos.
De sua borda ouço apenas a água pingando,
o som exato do tempo,
e lá no fundo, onde esperei achar um segredo,
encontro apenas mais água,
a matéria-prima de ser.
Soteropolitana, estudante de psicologia, cristã apaixonada por Cristo e pela complexidade da mente humana. Escrevo porque minha mente não silencia. Penso porque sinto intensamente. E sinto porque observo o mundo além do óbvio. Este é um espaço onde fé e razão não se anulam se encontram. Onde a poesia nasce da análise. E onde mergulhar em si mesmo não é evitado, é necessário. Seja bem-vindo(a). Aqui, o que é sentido não é silenciado, é compreendido.
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